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Blog de Priscila
Recife, 28 de abril de 2020

Priscila Krause apresenta painel de monitoramento de gastos com coronavírus e registra que PCR supera Governo de PE na previsão de gastos: R$ 619,8 milhões empenhados até aqui para despesas emergenciais


Foto: Roberto Soares/Alepe

O mandato da deputada estadual Priscila Krause (DEM) lançou, no início da tarde desta terça-feira (28), ferramenta de acompanhamento de compras e despesas do Poder Executivo no escopo das ações do plano de enfrentamento ao novo coronavírus. A edição trata dos gastos contratados especificamente pela Prefeitura do Recife nesses quase cinquenta dias desde que decretada situação de emergência no município, em quinze de março. A escolha se deu porque a administração pública da capital pernambucana foi, até o momento, a que mais contratou via dispensa de licitação entre todas as gestões municipais e o próprio governo estadual e sedia o epicentro da epidemia em Pernambuco. Os deputados estaduais aprovaram em 24 de março decreto legislativo oficializando situação de calamidade pública no município.

De acordo com o Painel COVID-19, os gastos via dispensa de licitação – embasados pelo decreto municipal que declara situação de emergência – somaram até o dia 24 passado R$ 619,8 milhões na fase de empenhamento (reservados para compra e realização do serviço – sujeitos a cancelamento). Desses, R$ 144,1 milhões foram liquidados (fase da despesa em que a gestão ratifica o recebimento do produto ou a realização do serviço), enquanto R$ 52,7 milhões estão efetivamente pagos.

De acordo com Priscila Krause, a evolução dos dados é dinâmica – pela velocidade dos procedimentos administrativos – e a sua divulgação busca compartilhar com os cidadãos dados concretos sobre como a administração pública está alocando recursos para execução do seu plano de contingência. “Cabe a nós parlamentares esse acompanhamento, levantarmos com responsabilidade exatamente o que já foi comprado e liquidado, qual o custo das contratações, quais as prioridades das gestões. Um dos focos é justamente os profissionais de saúde porque precisamos saber exatamente o que foi comprado de EPI, por exemplo, para garantir as condições minimamente seguras dos seus trabalhos. Também estamos avaliando, do ponto de vista do governo estadual, a execução dos recursos recebidos do governo federal, que supera centro e trinta milhões”, explicou.

As informações do Painel contabilizam a compra e o recebimento pela PCR – confirmados pela liquidação dos empenhos – de dezenas de milhões de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como 2,93 milhões de máscaras cirúrgicas, 500 mil máscaras N95 e 27 milhões de luvas não cirúrgicas descartáveis. No quesito equipamentos permanentes, estão entre os destaques 352 monitores multiparamétricos, 193 ventiladores pulmonares e 835 concentradores de oxigênio (5 L). Representativa parcela das despesas refere-se aos três hospitais provisórios montados pela administração, que incluem dispêndios com o aluguel dos imóveis (Aurora, Coelhos e Imbiribeira), a execução de obras e a contratação de entidades responsáveis pela gestão das unidades pelo período de seis meses.

Despesas específicas para o coronavírus, exclusivamente contratadas via dispensa de licitação, realizadas pelo Fundo Municipal de Assistência Social, Secretaria de Educação e Gabinete de Projetos Especiais também foram contabilizadas. Conforme a disponibilização do inteiro teor de contratos e seus possíveis aditivos nos sítios eletrônicos responsáveis pela divulgação dos gastos das gestões, a equipe técnica do gabinete parlamentar terá condições de se aprofundar a respeito de preços praticados e outras informações decorrentes.

Confira os detalhes do Painel Covid-19 Prefeitura do Recife até 24/04: https://bit.ly/2xgVKa9

Postado por Priscila Krause às 17:12:39  |   Nenhum Comentário
Recife, 03 de abril de 2020

Priscila Krause solicita ao governador Paulo Câmara suspensão do reajuste de 14,1% nas tarifas da Jucepe válido a partir de segunda (6)


Foto: Roberto Soares/Alepe

A deputada estadual Priscila Krause (DEM) oficializou indicação ao governador Paulo Câmara (PSB), nessa sexta-feira (3), apelando que suspenda imediatamente a vigência do reajuste de 14,10% da tabela de serviços da Junta Comercial do Estado de Pernambuco (Jucepe) a partir da próxima segunda-feira (6). O aumento, baseado na variação do IGP-DI dos últimos vinte e quatro meses, foi determinado no dia nove de março passado através da portaria nº 20 da Jucepe, publicada no Diário Oficial do Estado no dia seguinte. Todos os serviços realizados pela Junta terão seus preços ajustados, a exemplo de alterações contratuais simples (de R$ 120,00 para R$ 137,00), atos constitutivos de cooperativas (de R$ 578,00 para R$ 659,00) e consultas online de certidões simplificadas (de R$ 26,00 para R$ 30,00).

De acordo com Priscila Krause, diante das consequências da pandemia do novo coronavírus no setor produtivo pernambucano, não faz sentido reajustar, justamente agora, serviços que são necessários às atividades empresariais. “A gente entende que, mesmo cumprindo a legislação, não cabe nesse momento qualquer medida que exija ainda mais dos empregadores. É tempo de priorizar a manutenção das empresas, dos empregos, para que os trabalhadores possam ficar em casa com alguma segurança”, explicou. A parlamentar, que vem cobrando desde meados de março medidas econômicas emergenciais do governo de Pernambuco que possibilitem alguma sustentabilidade ao fluxo de caixa das empresas, acredita que a suspensão do reajuste da Jucepe parece óbvia e viria apenas como ação adicional às medidas esperadas pelo setor empresarial.

No documento enviado ao governador, Priscila registrou que a suspensão do reajuste não se refletirá em prejuízo aos serviços prestados pela Junta Comercial porque, no acompanhamento que realiza nas contas anuais das unidades gestores vinculadas ao Poder Executivo estadual, identificou que nos últimos anos a Jucepe tem registrado superávit. Em 2019, por exemplo, contabilizou receitas de R$ 23,5 milhões diante de despesas de R$ 19,8 milhões. Nesse exercício, não houve aporte do governo central para a Jucepe, ou seja, o órgão conseguiu se sustentar e ainda sobrou dinheiro.

Confira o documento enviado ao governador: http://www.bit.ly/2JyTm11

Postado por Priscila Krause às 15:59:03  |   Nenhum Comentário
Recife, 24 de março de 2020

Garanhuns: Priscila Krause e Sivaldo Albino atuam junto ao governo de PE para organizar rede hospitalar da cidade contra coronavírus

Foto: Jonathan Almeida

Após tratativas iniciadas na semana passada entre a Secretaria Estadual de Saúde (SES), médicos, município e parlamentares estaduais representantes de Garanhuns na Assembleia Legislativa, o governo de Pernambuco inicia nessa terça-feira (24) a preparação de até quarenta leitos, em Garanhuns, exclusivamente para pacientes infectados com o novo coronavírus.

Depois de visitarem equipamentos e prédios que poderiam ser usados para o atendimento e dialogar com médicos que estão na linha de frente do plano de contingência, os deputados estaduais Priscila Krause (DEM) e Sivaldo Albino (PSB) estiveram no Palácio do Campos das Princesas, nessa segunda-feira (23), quando foram finalizados os detalhes do plano. Os diretores do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Jorge Branco e José Tinoco Filho, também estiveram presentes no encontro. Representando o governador na reunião, o chefe da Assessoria Especial, Antônio Figueira, deu o aval da gestão estadual para a efetivação do plano.

De acordo com Priscila Krause, o resultado da atuação conjunta de forças políticas em prol da saúde dos garanhuenses demonstra a necessidade de, em momentos de crise, os representantes estaduais atuarem unidos em busca do interesse público. “O deputado Sivaldo Albino recebeu a orientação do governador de buscar espaços e soluções para que Garanhuns tivesse uma estrutura montada para atender possíveis pacientes do novo coronavírus. Me juntei a esse esforço pela necessidade do município estar preparado e também porque temos aqui na cidade uma responsabilidade especial quando o assunto é saúde. A hora é de unir os esforços entre os políticos, assim como entre a iniciativa privada e o poder público”, ratificou.

O plano de contingência preparado pela SES prevê a disponibilização imediata de dez leitos no Hospital Dom Moura. O passo seguinte utilizará a Unidade de Pronto Atendimento Especializado (UPAE) Professor Antônio Simão dos Santos Figueira com mais dez leitos. O Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, da rede privada, conveniado ao Sistema Único de Saúde (SUS), será a terceira unidade do município onde haverá leitos para pacientes do novo coronavírus. Inicialmente dez, seguidos de outros dez.

De acordo com os diretores do Perpétuo Socorro, Jorge e Tinoco Filho, a unidade já inicia também nesta terça as providências para preparar a unidade, que deverá contar com intervenções no sentido de garantir o total isolamento dos possíveis infectados em relação aos demais pacientes.

Postado por Priscila Krause às 08:07:13  |   Nenhum Comentário
Recife, 19 de março de 2020

Priscila Krause cobra do governador ações econômicas e propõe medidas emergenciais para evitar quebradeira de empresas em PE

A deputada estadual Priscila Krause (DEM) publicou vídeo nas redes sociais, na tarde desta quinta-feira (19), cobrando do governador a tomada de decisões no âmbito da economia pernambucana para que a crise que já se apresenta no mercado local não tenha consequências ainda mais graves na renda e no emprego dos cidadãos. A parlamentar reconheceu que, dentro das possibilidades da administração estadual, as medidas relativas à saúde pública são as mais urgentes, no entanto lamentou não ter havido até o momento qualquer posicionamento do Palácio das Princesas a respeito da pauta fiscal e econômica. Priscila listou cinco propostas que, a priori, a gestão estadual teria possibilidade de efetivar no sentido de auxiliar consumidores e a iniciativa privada. A maior preocupação diz respeito aos microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.

De acordo com Priscila, mesmo considerando o fato de que o espaço fiscal dos entes subnacionais – como estados e municípios – é mais restrito que o do governo federal, pelas possibilidades à disposição das políticas monetárias e fiscal da União, há sim várias ações, dentro do escopo da administração estadual pernambucana, que podem ser tomadas. “O fato é que a gente não viu uma palavra sequer do governador sobre esse assunto. O governo estadual dispõe de mecanismo de ajuda, porque é para ele que vai grande parte dos impostos pagos por essa economia, por esse setor produtiva, que gera os empregos e a renda da nossa população”, afirmou Priscila Krause.

As medidas propostas inicialmente pela deputada estadual são as seguintes: zerar o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de equipamentos de proteção individual e álcool líquido e gel; oferecimento de crédito a juros reduzidos, pela Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE) para Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), principalmente aqueles vinculados a setores atingidos fortemente, como serviços e comércio; adiar o pagamento de ICMS para esses mesmos MEIs, MEs e EPPs por até cento e vinte dias; viabilizar repasse emergencial aos municípios, para compra de material de proteção e estruturação do plano de contingência das 184 prefeituras pernambucanas, como fez o Ministério da Saúde em relação às unidades federativas estaduais; impedir o corte do fornecimento de água pela Compesa nas residências que não efetivarem o pagamento e, ainda no setor do abastecimento, que a estatal reforce, mesmo que seja através de carros- pipas, a oferta de água nas regiões menos assistidas, possíveis focos do novo coronavírus.

Assista ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=4d9v5P4aCms&feature=youtu.be

Postado por Priscila Krause às 16:10:24  |   Nenhum Comentário
Recife, 11 de março de 2020

Priscila Krause propõe lei que cria carteira de estudante estadual digital e gratuita em PE

Foto: Mariana Carvalho

A deputada estadual Priscila Krause (DEM) protocolou na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) projeto de lei instituindo a Carteira de Identificação Estudantil do Estado de Pernambuco (CIEPE) no formato digital, que deverá ser emitida pela Secretaria de Educação e Esportes da administração estadual sem custos para os estudantes. Tramitando desde três de março, quando foi publicado em Diário Oficial, o projeto 942/2020 faz alterações na lei estadual 10.859, de sete de janeiro de 1993, que assegura a meia-entrada para estudantes em eventos de lazer, cultura e esportes dentro do território pernambucano. A Secretaria poderá, conforme a proposta, firmar convênio com entidades públicas ou privadas, para emissão também gratuita da carteira estudantil no formato físico, observado o modelo único padronizado nacionalmente.

De acordo com a parlamentar, a proposta visa facilitar a rotina dos estudantes, assegurando com menos burocracia e sem custo o direito do pagamento de meia-entrada nos eventos especificados. “Apresentamos a proposta para que Pernambuco possa oferecer aos seus estudantes um instrumento moderno e democrático de garantia dos seus direitos. O formato digital da carteira estudantil estadual estará conectado à realidade atual dos nossos estudantes”, explicou. O projeto estabelece que as primeiras carteiras a serem emitidas pela administração estadual devem ser validadas no prazo de noventa dias a partir da publicação da lei.

No ato da emissão, os estudantes ou seus responsáveis terão o direito de declarar seu consentimento para que a gestão estadual compartilhe os dados cadastrais para fins de alimentação e manutenção dos cadastros estaduais e federais e para a formulação, implementação, execução e avaliação de políticas públicas. A matéria apresentada por Priscila Krause aponta que as despesas decorrentes da aplicação da lei correrão por conta de dotação orçamentária já existente, especificamente as rubricas “Manutenção da Tecnologia da Informação e Comunicação da Secretaria de Educação e Esportes” e “Promoção da Cultura e do Esporte como Ferramentas de Apoio Didático Pedagógico na Rede Estadual de Ensino”. A CIEPE será válida, no meio digital, enquanto o aluno permanecer matriculado em estabelecimentos educacionais previstos em lei federal. Já no caso da carteira apresentada fisicamente, a validade é até 31 de março do ano subsequente.

Texto da proposta de lei: https://bit.ly/2wN46Ws

Postado por Priscila Krause às 17:12:04  |   Nenhum Comentário
Recife, 19 de fevereiro de 2020

Priscila Krause reforça apelo à Secretaria da Fazenda para cobrança mais justa do ICMS sobre combustíveis em PE

Foto: Evane Manço (Alepe)

Com valor de ICMS incidente sobre combustíveis congelado acima da média desde dezembro de 2018, refletindo numa tributação indevida de mais de R$ 100 milhões em 2019, paga pelos consumidores, o governo de Pernambuco se posicionou oficialmente, nesta quarta-feira (19), na Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe), a respeito da possibilidade de não mais cobrar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a partir de um valor pré-determinado antecipadamente – o chamado PMPF -, mas sim de acordo com o valor negociado efetivamente no posto, ou seja, o valor registrado na Nota Fiscal Eletrônica (NF-e).

A informação colocada pelo secretário da Fazenda, Décio Padilha, veio à tona após posicionamento da deputada estadual Priscila Krause (DEM), que reforçou durante a audiência apelo ao representante do governo para que a gestão aproxime o valor de cobrança do imposto à realidade do mercado, permitindo aos consumidores o pagamento mais justo. “A questão é que tem mais de um ano que Pernambuco não varia o preço sobre o qual é cobrado o ICMS, e é claro e evidente que apesar de existir uma possibilidade de recuperação do crédito, o elo mais fraco disso aí é o consumidor. Então fica o apelo, secretário, para acelerar esse processo de análise de utilização da Nota Fiscal Eletrônica porque de fato leva para a realidade daquilo que está sendo praticado no mercado”, registrou Priscila.

Em seguida, o secretário afirmou “não haver prejuízo” ao consumidor no formato de cobrança atual, pois segundo ele os postos podem pedir a restituição, nos casos devidos, do valor pago a mais. Ele sinalizou para a possibilidade de utilização da cobrança sobre os valores registrados Nota Fiscal Eletrônica: “eu acho que a saída de combustível para a gente, e amanhã no Confaz a gente vai estar debatendo isso aí também, com o ministro Paulo Guedes, é a gente adotar Nota Fiscal Eletrônica, valor da nota e aplicar e pronto”. Durante a reunião, no entanto, o secretário deixou claro que a situação ainda está em estudo. O representante explicou que o governo de Alagoas, por exemplo, tem utilizado a sistemática da precificação do ICMS a partir dos dados apurados via NF-e.

De acordo com dados levantados pelo gabinete da deputada estadual, que acompanha a questão da tributação dos combustíveis em Pernambuco semanalmente desde o início de 2019, o caixa estadual arrecadou de janeiro a dezembro do ano passado R$ 108,9 milhões indevidamente a partir da manobra fiscal que artificializa o preço antecipadamente em R$ 4,60, valor utilizado para incidência dos 29% da alíquota do tributo estadual. Em todas as quinzenas pesquisadas desde dezembro de 2018, o valor médio de venda ao consumidor em Pernambuco, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), foi menor que os R$ 4,60, chegando a diferença a alcançar mais de R$ 0,40. O exemplo de Pernambuco foi, inclusive, destacado em reportagens da imprensa nacional.

No exercício do atual mandato parlamentar, Priscila Krause apresentou dois projetos de lei buscando a justiça tributária nesse âmbito: o primeiro obrigando que o Poder Executivo divulgue no Diário Oficial ou na internet quinzenalmente os dados da pesquisa utilizada para medição do PMPF base da cobrança do ICMS e o segundo determinando que as notas fiscais eletrônicas emitidas na aquisição de combustíveis em Pernambuco contenham a informação sobre o PMPF em vigência por determinação da Secretaria da Fazenda.

Postado por Priscila Krause às 17:58:57  |   Nenhum Comentário
Recife, 10 de fevereiro de 2020

Em discurso na Alepe, Priscila Krause homenageia centenário de João Cabral de Melo Neto

Foto: Mariana Carvalho

Discurso da deputada Priscila Krause em comemoração ao centenário de João Cabral de Melo Neto, transcorrido em nove de janeiro de dois mil e vinte

O ano que se inicia traz consigo uma série de expectativas, desafios e esperança. Além de um novo período que nos anima e desafia, é também um ciclo especialmente tocante a todos nós pernambucanos, sempre muito ciosos das nossas tradições, zelosos por todos aqueles que construíram para além das nossas fronteiras a nossa legítima e, modéstia à parte, incomparável configuração cultural. Dois mil e vinte é o ano estadual do poeta João Cabral de Melo Neto!

Subir a essa tribuna quase um mês após a data exata do seu centésimo aniversário, comemorado no último dia nove de janeiro, não é apenas uma obrigação como parte do ofício de representação parlamentar desse estado marcado pelas letras fortes e inquebrantáveis de João Cabral.

É mais: trata-se de um compromisso que honrosamente desempenho como membro deste Poder Legislativo, poder esse que sancionou a lei dezesseis mil quinhentos e oitenta e oito, no mês de junho passado, de nossa propositura, registrando no calendário oficial do estado este dois mil e vinte como o ano estadual do poeta João Cabral de Melo Neto. Cabe a nós, sem dúvidas, participarmos dessa comemoração.

Passear pela vida e obra de João Cabral renderia discursos sucessivos que não caberiam no tempo regimental, denso é o seu legado literário, com significativo conteúdo social.

Nessa missão, fiz como guia o brilhante caderno especial produzido pelo Jornal do Commercio e publicado no primeiro domingo do ano sob o título “Cem anos – João Cabral”. A respeito desse valoroso trabalho de pesquisa, encaminhamos requerimento de voto de aplauso desta Casa parlamentar ao jornal e sua equipe, afinal de contas, disseminar as suas palavras é por si só, homenagem singela, mas fundamental e relevante.

Nascido às margens do Rio Capibaribe, aqui no bairro da Jaqueira, em nove de janeiro de mil novecentos e vinte, por exigência do avô materno, que fazia questão que seus netos ali nascessem,  seguiu ainda bebê, aos dois meses, para o engenho do pai, em São Lourenço da Mata.

Daí até os seus vinte anos, quando se mudou para o Rio de Janeiro, revezou sua morada entre a capital e o mundo rural, em São Lourenço e Moreno, quando colheu experiências que mais tarde lhe permitiram celebrar Pernambuco e sua gente equilibrando-se entre a sutileza de linguagem e a força temática.

Não voltaria a morar em Pernambuco, mas Pernambuco, por óbvio, jamais sairia de si.

João Cabral foi também um cidadão do mundo. Dos setenta e nove anos de vida, trinta fora passados servindo ao Brasil no exterior. A diplomacia influenciou diretamente a forma de enxergar o mundo e, na arte palavras, através de sua cautela, uma verdadeira engenharia na escolha de cada uma delas.

Ao todo, serviu em nove países: França, Suíça, Portugal, Inglaterra, Senegal, Paraguai, Equador, Honduras e, especial destaque, Espanha. Entre idas e vindas, passou treze anos no país ibérico, vivência que deixou amizades marcantes, como a com o pintor Joan Miró, e marcas indeléveis em sua identidade cultural, vinculada especificamente com a terra de Cervantes, a Andaluzia, como retratado no último livro de sua biografia, publicado em mil novecentos e noventa e sete.

O livro “Entre o Sertão e Sevilha” revela as influências dessas terras díspares na construção biográfica e literária da obra cabralina.

Escrever é estar no extremo de si mesmo”, registrou João Cabral numa de suas icônicas frases. Do esmero com os versos e a desconfiança ao sentimentalismo exacerbado nascia a alcunha de poeta engenheiro. Para Vinícius de Moraes, poeta diamante. Denso como uma pedra!

O ato de escrever era comparado por João Cabral ao de um cozinheiro selecionando grãos de feijão, como escreveu: “catar feijão se limita com escrever: jogam-se os grãos na água do alguidar/e as palavras na folha de papel/e depois, joga-se fora o que boiar”.

Pouco afinada com o que seria o restante de sua produção, estreou na literatura em mil novecentos e quarenta e dois com a obra “A Pedra do Sono”. Tratava-se de trabalho influenciado pela escola surrealista. Aquele tempo, entendia que o regionalismo deveria curvar-se ao universalismo. Em carta a Drummond de Andrade, pouco depois, admitiu que não era aquela poesia que queria escrever.

O menino da Zona Rural pernambucana, o menino dos engenhos, buscava a identificação de sua poesia com a realidade que viveu.

Mais tarde, em mil novecentos e setenta e quatro, em entrevista à TV Cultura, explicou sua necessidade de retratar o real: “tanto o poeta quanto o prosador é responsável diante do resto da humanidade pelo que diz. Portanto, tenho a impressão que, para o sujeito que nasceu com a aptidão de usar as palavras, a primeira obrigação dele é dizer a verdade”.

E foi a relação com a verdade o que fez a poesia de João Cabral de Melo Neto imortal. Ainda que escritas há sessenta, setenta anos, são palavras que guardam perene consonância com trechos das vidas de muitos ainda hoje.

Morando em Barcelona, leu um artigo dando conta que a expectativa de vida do pernambucano, aquele tempo, era de vinte e nove anos. Espantado, sentiu que chegara a hora de redirecionar sua literatura para sublinhar a questão social.

Chama atenção a presciência de João Cabral sobre um Nordeste que se faz contemporâneo ainda hoje.

Na mesma entrevista à TV Cultura, em setenta e quatro, ele definia o seu intuito: “eu gostaria de fazer uma poesia que não fosse um carro deslizando num pavimento de asfalto, aquela coisa lisa. Mas uma poesia em que o leitor, esse leitor sendo o carro, passasse em cima de uma rua muito mal calçada e que o carro fosse sacolejado a todo momento”.

Morte e Vida Severina, um Auto Pernambucano, é considerado sua obra-prima. Publicado em mil novecentos e cinquenta e cinco por sugestão da escritora e dramaturga Maria Clara Machado, exemplifica a habilidade de João Cabral em transpor elementos da realidade social dando voz aos indivíduos invisíveis por meio da poesia.

Considerado um dos seus trabalhos menos pretensiosos, de linguagem acessível, contou ao mundo a história de Severino, retirante sertanejo que segue o caminho do Rio Capibaribe em busca de dias melhores na capital. Teatralizado em si, já que nascera como auto, ganhou os palcos nacionais e internacionais por décadas seguidas, em releituras diversas, popularizando de vez o nome do pernambucano no panteão dos poetas modernistas brasileiros.

O Rio Capibaribe é, também em Morte Vida Severina, elemento notável da escrita de João Cabral, como nesse trecho: “pensei que seguindo o rio eu jamais me perderia: ele é o caminho mais certo, de todo o melhor guia/ mas como segui-lo agora que interrompe a descida?/ vejo que o capibaribe, como os rios lá de cima, é tão pobre que nem sempre pode cumprir sua sina”.

A força do Rio no imaginário da cultura pernambucana se deve em significativa parcela ao papel que tais leitos ganharam na poesia cabralina.

Se ora protagoniza como um marco da nossa paisagem, ora como símbolo da precariedade da população, o fato é que as tantas horas passadas pelo menino João Cabral diante do Rio, depois chamado por ele de mestre e professor, foram de fato uma fonte de aprendizado.

De acordo com a filha Inez, um dos cinco dos herdeiros poeta, “o Capibaribe era o cordão umbilical que o ligava ao sertão”.

Nesse contexto, cabe rememorar dois de seus mais famosos poemas que tem o Capibaribe como elemento central: em cão sem plumas, escreveu: “aquele rio/jamais se abre aos peixes/ao brilho/à inquietação de faca/que há nos peixes/jamais se abre em peixes”. Em “o rio”, por sua vez, é o próprio Capibaribe que narra o seu caminho: “para o mar vou descendo/por essa estrada da ribeira/a terra vou deixando/de minha infância primeira”.

Retornando do mundo das palavras à nossa vida real, às formas como podemos render loas ao poeta centenário, solicito à presidência da Casa atenção ao nosso projeto de resolução desarquivado número dezessete meia um, de dois mil e dezessete, que institui no âmbito desta Assembleia Legislativa o prêmio Rio Capibaribe – poeta João Cabral de Melo Neto, com o intuito de premiar pessoas físicas, jurídicas, entidades governamentais e ONGs destacadamente defensores da recuperação e preservação do Rio Capibaribe.

Sem dúvidas, o prêmio intitulado pelo nome do poeta seria mais uma ação a gravar a relevância do rio Capibaribe na obra de  Cabral por um lado, e a necessidade de tomarmos para nós essa missão de abraçar o Rio cada vez mais poluído e marginalizado.

Para concluir, é nosso dever, como pernambucanos que somos, representantes de outros milhões que aqui nos outorgaram sua voz, levantar especialmente nesse ano, pelos quatro cantos do estado, o nome de João Cabral de Melo Neto.

Certa vez, conta o especial do Jornal do Commercio, um amigo foi visitá-lo em seu apartamento localizado de frente para a Baía de Guanabara. As cortinas estavam fechadas. Quando questionado, João Cabral respondeu: “deslumbrante, na verdade, é poder estar numa varanda com vista para um canavial.” Se houvesse uma guerra civil, disse em outra oportunidade, certamente lutaria por Pernambuco!

Como escrito por Gustavo Krause em artigo publicado no dia dez de janeiro recente, também no JC, cujo inteiro teor solicitei através de requerimento que fosse registrado nos anais dessa casa, tudo o que se disser sobre João Cabral de Melo Neto é pouco.

Muito obrigada

 

Postado por Priscila Krause às 16:43:10  |   Nenhum Comentário
Recife, 19 de dezembro de 2019

Hospital Getúlio Vargas: Priscila Krause oficializa pedido de informações com 14 questionamentos ao governador sobre situação do prédio

Foto: Mariana Carvalho

Requerimento Nº 001727/2019

Requeremos à Mesa Diretora, cumpridas as formalidades regimentais, que seja enviado Pedido de Informações ao Exmo. Sr. Governador do Estado de Pernambuco, Paulo Câmara, sobre as condições do Hospital Getúlio Vargas:

a) Desde o ano de 2010, quantas vezes o Bloco G foi interditado? Por quanto tempo? Solicito discriminar o período (mês e ano).

b) No período de 2000 a 2010, houve alguma intervenção por parte da Secretaria Estadual de Saúde no sentido de garantir a segurança e reforçar estruturalmente as instalações do Bloco G do Hospital Getúlio Vargas? Se sim, solicito que na resposta sem discriminados ações realizadas, contratos vinculados, empresas responsáveis e valores dispendidos por intervenção.

c) Solicito relação de todas as intervenções de engenharia realizadas pela administração estadual desde o ano de 2010 no sentido de garantir a segurança e reforçar estruturalmente as instalações do Hospital Getúlio Vargas. Solicito que na resposta sejam discriminados ações realizadas, contratos vinculados, empresas responsáveis e valores dispendidos por intervenção.

d) Para o governo do Estado de Pernambuco, qual o diagnóstico a respeito atual da estrutura do Bloco G do Hospital Getúlio Vargas? Quais as ações estão programadas no sentido reforçar estruturalmente as instalações do Getúlio Vargas e garantir a segurança de pacientes, corpo técnico e visitantes?

e) Solicito a cópia de todos os laudos técnicos que comprovem a conformidade atual da estrutura do Hospital Getúlio Vargas – especificamente do Bloco G -, no âmbito do Corpo de Bombeiros, Secretaria de Defesa Civil do Estado de Pernambuco, Secretaria Executiva de Defesa Civil do Município do Recife e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE).

f) Há notícia da conclusão do Inquérito Civil Público instaurado pelo Ministério Público do Estado de Pernambuco a respeito da “má conservação do Bloco G do Hospital Getúlio Vargas, no Cordeiro (Portaria Conversão IC Nº 26/2015 – 35º PJHU)? Solicito cópia de todos os posicionamentos oficialmente atestados pelo governo de Pernambuco a respeito da tramitação do supracitado Inquérito Civil Público.

g) Por qual motivo o processo licitatório 0361.2019.CPLC-III.PE.0124.SES.FES-PE, que objetivava a contratação de empresa especializada na elaboração de projetos de reforço/recuperação das fundações e estrutura que abranjam solução definitiva para a estabilização dos recalques dos blocos G1, G2 e G3 do Hospital Getúlio Vargas, não logrou êxito? Será realizado um novo processo com o mesmo objetivo? Quais prazos para a realização dessa empreitada?

h) Sobre a execução do contrato 054/2019 firmado entre a Secretaria Estadual de Saúde e a Arkcon Engenharia e Serviços (CNPJ 19.192.108/0001-51) com objetivo de executar os serviços de escoramento da estrutura de concreto com estrutura metálica do Hospital Getúlio Vargas, solicito detalhamento dos serviços realizados até o momento, além de descrição dos serviços que ainda não foram concluídos. Solicito cópia de todo o material correlato destinado à prestação de contas dessa obra perante os órgãos de fiscalização.

i) A respeito da execução do contrato 068/2017 firmado entre a Secretaria de Saúde e a Trópicos Engenharia e Comércio LTDA (CNPJ 11.542.750/0001-01), questiono se nos serviços de complementação das obras de reforma e ampliação da emergência do Hospital Getúlio Vargas – realizados principalmente em 2018 – ocorreu algum fato ou identificação de possível dano na estrutura do Bloco G?

j) Considerando que o contrato 072/2016 da Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco junto à H Laprovitera (CNPJ 35.625.086/0001-22) visando a realização de serviços de medições e monitoramento de recalques, avaliação e medição de fissuras para atender o Hospital Getúlio Vargas (HGV) foi assinado em setembro de 2016 e segue vigente, solicito cópia de todos os relatórios de monitoramento, avaliação e medição expedidos sob o fito deste contrato, especificamente nos exercícios de 2017, 2018 e 2019.

k) A respeito dos contratos 342/2013 e 343/2013 firmados entre a Secretaria de Saúde e a Jatobeton Engenharia Ltda. (CNPJ 00.507.949/0001-82), que objetivaram a a recuperação estrutural do subsolo do Bloco A do Hospital Getúlio Vagas e a contratação de serviços para executar a obra de separação física das passarelas de acesso ao Bloco G do Hospital Getúlio Vargas, solicito cópia do relatório de conclusão das referidas intervenções.

l) Cópia do relatório de conclusão dos serviços vinculados ao contrato 130/2012 – firmado entre a Secretaria Estadual de Saúde e a JI Ávila Engenharia Estrutural Ltda. (CNPJ 13.469.297/0001-80) – cujo objetivo foi a execução de projetos de reforço, recuperação estrutural com planilha orçamentária, visando a recuperação das estruturas do subsolo, caixa d’água, reservatórios inferiores e escadas externas do Bloco A do Hospital Getúlio Vargas.

m) A obra de modernização do pavilhão do Bloco G, que ampliou os atendimentos à população no âmbito do Hospital Getúlio Vargas, e teve sua inauguração realizada em abril de 2008, também interviu nos problemas estruturais do prédio? Como? Solicito cópia do relatório de conclusão da obra confeccionado à época com objetivo de constar na prestação de contas da referida unidade gestora.

n) A construção do Terminal Integrado Getúlio Vargas (Av. Caxangá, Cordeiro) afetou a estrutura do Hospital Getúlio Vargas? Solicito cópia de relatório de engenharia que comprove tecnicamente a referida resposta.

Justificativa:

É de conhecimento público que na madrugada do dia 18/11/2019 foram relatados pelos médicos e equipe de plantão estrondos e tremores no “Bloco G” do Hospital Getúlio Vargas, fato que levou a Defesa Civil estadual a interditar toda a estrutura. Conforme apurado, a empresa H Laprovítera monitora as condições da estrutura do HGV e, por recomendação da H Laprovítera, parte do Bloco G3 já estava interditada em todos os pavimentos devido a problemas nas estruturas, tendo sido solicitado um novo laudo a parti dos últimos eventos. O novo laudo não encontrou evidências de alterações no nível de segurança além dos já indicados anteriormente, tendo sido recomendada a manutenção das recomendações anteriores.

Considerado o tempo de construção do Hospital Getúlio Vargas, considerando que relatórios de engenharia sobre as condições estruturais da edificação foram elaborados por empresa de engenharia especializada, considerando que parte do Bloco G3 já havia sido anteriormente interditada com base nesses laudos, considerando ainda que a população atendida e as equipes médicas estão submetidos a condições precárias de atendimento e trabalho, solicito as informações supracitadas no sentido de cumprir o papel que cabe a esta Casa Legislativa na execução do dever constitucional de acompanhar as ações do Executivo.

Priscila Krause

Deputada estadual – Democratas

Sala de Reuniões, 09 de Dezembro de 2019

 

Postado por Priscila Krause às 12:38:51  |   Nenhum Comentário
Recife, 17 de dezembro de 2019

Promotoria de Meio Ambiente apontou inconstitucionalidade da lei que levou governo Paulo Câmara a desviar finalidade de R$ 145 milhões da compensação ambiental, afirma Priscila Krause

Foto: Mariana Carvalho

A deputada estadual Priscila Krause (DEM) repercutiu na tarde desta terça-feira (17), no plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), ofício da 12º Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Capital do Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE) a respeito das transações realizadas pelo governo de Pernambuco em torno de R$ 145 milhões oriundos da assinatura de termos de compromisso de compensação ambiental. O documento, remetido ao gabinete da parlamentar, alega a inconstitucionalidade da lei estadual 15.626, de 28 de outubro de 2015, exatamente a norma utilizada pela gestão estadual para embasar a transação que transferiu os recursos da compensação para utilização em fins divergentes aos determinados pela legislação ambiental tanto no âmbito federal quanto estadual.

De acordo com Priscila Krause, o repasse dos recursos do caixa da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) para a Conta Única do Estado ocorreu em duas oportunidades: a primeira, em 2015, e a segunda, em dezembro de 2018. Inicialmente, mesmo divergente à legislação ambiental que definia despesas específicas para a utilização dos recursos, R$ 106,5 milhões da compensação foram utilizados para construção de barragens. Quando, já devolvidos os recursos para a CPRH em 2018, houve a retrocessão (ou seja, novamente a transferência do montante das contas da CPRH para a Conta Única do Estado), os valores terminaram sendo dispendidos com despesas de custeio da administração estadual. Houve, portanto, o desrespeito tanto à legislação ambiental que determina o Sistema Estadual de Unidades de Conservação, quanto à própria lei estadual 15.626.

“A proteção ambiental não pode ser retórica do governador para se divulgar em viagens internacionais. Vamos exigir que ele determine a devolução dos cento e quarenta e cinco milhões da compensação ambiental para verdadeiramente proteger a natureza”, registrou Priscila Krause.

De acordo com o posicionamento promotor de Justiça Ricardo Coelho, da 12º Promotoria da Capital, que trata da Defesa do Meio Ambiente, “os recursos de compensação ambiental no Estado de Pernambuco não estão sendo aplicados na implantação, manutenção e/ou criação de Unidades de Conservação da Natureza”. O documento, que data de setembro de 2017, ainda registra que deve ser analisada a inconstitucionalidade da lei nº 15.626/15 “por autorizar a aplicação de recursos advindos de compensação ambiental para fins diversos daqueles previstos na Lei federal nº 9.985/00, no Decreto federal nº 4.340/02, na Resolução CONAMA nº 371/06 e na Lei estadual de PE” nº 13.787/09”.

A decisão do MPPE, no entanto, foi não ajuizar a ação pois considerou que a lei estadual 15.626/15 não se referia em nenhum momento aos recursos da compensação ambiental. “A norma não menciona, em nenhum momento, superávit relacionado à verba de compensação ambiental, correspondente ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) ou ao seu correspondente estadual (SEUC)”, registrou o promotor de Justiça coordenador do CAOP Meio Ambiente, André Felipe Barbosa de Menezes, em junho de 2018, ratificando inclusive que a “verba da aludida compensação ambiental está atrelada a Fundo Estadual próprio, com rubrica própria e destinação específica decorrente da própria legislação federal e estadual”, portanto, não poderia por nenhuma hipótese ser alvo das transações vinculadas à lei 15.626/15.

“O que a gente consegue concluir que é o governador utilizou uma lei encomendada, que inclusive enganou a nós deputados sem deixar claro o seu fim, para determinar a utilização dos valores da compensação ambiental sem citá-las textualmente, pois seria inconstitucional. Ocorre que os ofícios da Fazenda para a CPRH, solicitando a transferência dos recursos, citam textualmente a lei. Está evidente que se trata de uma operação ilegal que rapidamente precisa ser revertida em favor dos cofres da CPRH e, então, das efetivas ações de defesa do meio ambiente”, complementou a parlamentar.

Postado por Priscila Krause às 17:27:09  |   Nenhum Comentário
Recife, 16 de dezembro de 2019

Imprensa nacional repercute manobra fiscal do governo de PE que já elevou arrecadação com a gasolina em mais de R$ 100 milhões em 2019

Foto: Roberto Soares

O truque fiscal utilizado pelo governador Paulo Câmara (PSB) desde o final de 2018 para aumentar a arrecadação tributária própria da administração estadual a partir da venda de combustíveis através de preços artificialmente mais caros foi destacado por reportagem da editoria “Mercado” da Folha de S. Paulo, publicada na edição desta segunda-feira (16). A deputada estadual Priscila Krause (DEM), que desde abril desse ano trabalha no sentido de impedir que a gestão fazendária estadual continue praticando a manobra nociva aos consumidores e à economia pernambucana, repercutiu a publicação via redes sociais há pouco.

De acordo com a deputada, a constatação de que alguns estados – com destaque para Pernambuco – estão inflando o Preço Médio ao Consumidor Final (PMPF) aplicado para a cobrança do ICMS incidente sobre combustíveis ressalta a “fúria arrecadatória” da administração do PSB, que chega a “falsificar preços para obter vantagens na arrecadação em detrimento do cidadão consumidor”. “É importante registrar essa matéria da Folha de São Paulo porque leva para o Brasil aquilo que temos insistido em levantar desde abril: o consumidor pernambucano, a economia pernambucana, está pagando indevidamente na gasolina, no álcool, simplesmente porque a gestão estadual quer arrecadar mais”, explicou.

Priscila Krause informou que na atual conjuntura, conforme a mais recente pesquisa da Agência Nacional de Petróleo e Biocombustíveis (ANP), relativa à semana concluída no último sábado (14), o sobrepreço artificial incidente a cada litro de gasolina vendida ao consumidor final é de R$ 0,07, enquanto no álcool a majoração de R$ 0,06. “Até nesse momento em que há uma inflação diferenciada sobre a gasolina, por conta do dólar e do preço internacional do petróleo, ainda assim há um distanciamento significativo entre o valor real de mercado e aquele cobrado pelo governo de Pernambuco na substituição tributária dos combustíveis. O papel da gestão estadual seria corrigir esse artifício e permitir ao consumidor, à economia pernambucana, preços minimamente mais justos”, complementou.

Além de Pernambuco, a matéria do jornal paulista destaca as diferenças entre o preço real e o preço de pauta utilizado para cobrança do imposto estadual na Bahia, no Ceará e em Minas Gerais.

No exercício do mandato parlamentar, Priscila Krause já apresentou dois projetos de lei esse ano: o primeiro obrigando que o Poder Executivo divulgue no Diário Oficial ou na internet quinzenalmente os dados da pesquisa utilizada para medição do PMPF utilizada para cobrança do ICMS e o segundo determinando que as notas fiscais eletrônicas emitidas na aquisição de combustíveis em Pernambuco contenham a informação sobre o PMPF em vigência por determinação da Secretaria da Fazenda. Priscila também notificou o Ministério Público do Estado de Pernambuco através do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Defesa do Consumidor.

Link matéria Folha de S. Paulo: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/12/manobra-garante-a-estados-arrecadacao-maior-com-gasolina.shtml

Postado por Priscila Krause às 16:41:21  |   Nenhum Comentário
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