Recife, 25 de junho de 2014

Prometida para 2013, obra milionária em rua de Casa Amarela se arrasta e prejudica ir e vir da população local

Se o inverno chuvoso da cidade do Recife já é por si só um fator que atrapalha a mobilidade na capital pernambucana, a situação piora bastante quando a administração pública municipal não cumpre prazos e deixa obras se arrastarem meses e meses. Na rua Genaro Guimarães, em Casa Amarela, é assim. Iniciadas no dia 11 de dezembro passado, as obras de recuperação de drenagem da via – ao custo de R$ 2,43 milhões, sob responsabilidade da Cabana Construções Ltda. EPP –  deveriam ter sido concluídas em quarenta dias, de acordo com o prazo contratual. Nada feito. Destruída, a rua tem acúmulo de buracos e poças de água e, conforme relatos de moradores, poucos trabalhadores aparecem para dar continuidade aos serviços.

De acordo com pesquisa deste Blog no Portal da Transparência da Prefeitura, nesses sete meses de obras menos de 20% do valor total foi quitado. Dos R$ 2,423 milhões previstos, foram pagos R$ 370 mil.

A obra em Casa Amarela faz parte do primeiro pacote anunciado pelo prefeito Geraldo Julio (PSB), ainda no primeiro semestre de 2013, para eliminar 32 pontos de alagamento na cidade do Recife, conforme promessa de campanha. Em resposta a pedido de informações da vereadora Priscila Krause (DEM), a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) registrou, em agosto de 2013, que a intervenção haveria de ficar pronta até o final daquele ano.

Outra irregularidade que chama atenção na obra é a placa informativa dos seus dados, obrigação constitucional. Ela está instalada a centenas de metros da Rua, nas imediações da Estrada do Encanamento. Além dessa distância, que contraria a determinação jurídica, seus dados estão incompletos. Não há, por exemplo, informações sobre o prazo de conclusão da obra.

Para a vereadora Priscila Krause, é preciso que a Emlurb solucione os problemas e, enfim, conclua os serviços. “Nós estamos acompanhando essa promessa de eliminar 32 pontos de alagamento de perto e a rua Genaro Guimarães é o exemplo de que as coisas estão andando de forma equivocada e atrasada. A obra deveria ter sido finalizada em quarenta dias, mas já se passaram mais de duzentos e a situação em dias de chuva é lamentável”, afirmou. Priscila enviará requerimento à PCR para que transfira a placa informativa de lugar. “Os moradores da rua pagam impostos e têm o direito de acompanhar a intervenção de perto, de modo que a transparência esteja em primeiro lugar”, acrescentou.

 

Recife, 19 de junho de 2014

Faixa Azul na Domingos Ferreira: Priscila aprova, mas lamenta ausência de fiscalização

Do Jornal do Commercio, Repórter JC, 19/06/2014

Recife, 11 de junho de 2014

Prefeito transfere R$ 5,9 milhões da restauração e preservação de bens culturais para shows no Recife; Verba seria utilizada na reabertura do Parque

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), decretou a transferência de R$ 5,9 milhões previstos inicialmente para a “restauração, preservação e aquisição de bens culturais” em benefício da realização de shows e eventos culturais (promoção de eventos e festividades culturais e folclóricas). A alteração no orçamento da Fundação de Cultura Cidade do Recife (FCCR) aconteceu a partir de dois decretos assinados em dois e quatro de junho (decretos 27.997 e 28.003, respectivamente).

A informação foi divulgada por meio de pronunciamento da vereadora Priscila Krause (DEM), na tarde desta quarta-feira (11) na tribuna da Câmara do Recife. Vice-presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Casa, Priscila acompanha diariamente as movimentações financeiras do caixa municipal. Ela criticou a decisão e lembrou que os recursos subtraídos seriam utilizados nas obras de restauração do Teatro do Parque.

“É preciso que esse assunto seja trazido à tribuna para que a sociedade recifense saiba de que forma a cultura está sendo gerida na cidade, com uma completa inversão de prioridades. A gestão diz ter o compromisso de reabrir o Teatro do Parque, mas na prática subtrai recursos que pagariam a obra em troca da realização de shows. É o mesmo caminho que fez a gestão anterior, o caminho do erro. Se o prefeito teve a coragem de peitar a Fifa, para não fazer a Fan Fest, ato acertadíssimo, vai na contramão agora beneficiando shows em detrimento de patrimônios como o Teatro do Parque, que está caindo aos pedaços”, afirmou.

Priscila ainda lembrou que tentou, no final de 2013, aprovar emenda de sua autoria engordando o orçamento para restauração e preservação no âmbito da FCCR em R$ 8 milhões, mas foi derrotada. O orçamento aprovado previa, na Fundação, R$ 51 milhões para os eventos e R$ 6 milhões para restauração e preservação. “Não bastasse a peça orçamentária, tornam a secar a fonte da preservação cultural. Daqui a pouco não sobrará um centavo sequer”, concluiu.

 

Recife, 06 de junho de 2014

Micro-ônibus que atenderia turistas na Arena poderá chegar ao Recife depois da Copa

A operação para atender aos turistas que vêm ao Recife por conta da Copa do Mundo poderá ficar desfalcada. O micro-ônibus que funcionaria como Centro de Atendimento ao Turista (CAT) móvel pode só chegar à capital pernambucana depois do encerramento do torneio. A ação, fruto de um convênio entre o Ministério do Turismo e a Prefeitura do Recife, teve significativo atraso no seu cronograma e a homologação da licitação que escolheu a empresa responsável pelo fornecimento do equipamento só saiu segunda-feira (2). Até ontem não havia qualquer empenho emitido referente à aquisição do veículo (Portal da Transparência).

O problema é que, de acordo com o edital, o prazo para a VLC Comércio e Serviços ME (vencedora) entregar o micro-ônibus é de até quatro meses, ainda prorrogáveis, a partir da emissão da nota de empenho. Ao custo de R$ 334 mil, o equipamento também seria usado em grandes eventos. A Arena Pernambuco vendeu 46% dos seus ingressos para estrangeiros e, de acordo com estimativas oficiais, são esperados 120 mil turistas na capital pernambucana. O último jogo no Recife acontece dia 29 de junho.

Responsável pela fiscalização, a vereadora Priscila Krause (DEM) aguarda pronunciamento da Prefeitura a respeito do assunto. “Nós tivemos informações de que houve atraso do governo federal na liberação dos recursos, o fato é que o Recife não pode sair prejudicado. O atraso precisa ser esclarecido, além do que precisamos saber se o micro-ônibus chega ou não a tempo de atender os turistas”, concluiu Priscila.

Recife, 05 de junho de 2014

Copa: Governo federal e PCR não realizam ações previstas para o atendimento ao turista no Recife

Do Jornal do Commercio, coluna Dia a Dia, 05/06/2014

 

Recife, 04 de junho de 2014

Legado fantasma no Recife: Priscila revela que obras para atender o turista durante a Copa não saíram do papel

Do Diário de Pernambuco, Diário Político, 04/06/2014

Recife, 03 de junho de 2014

Copa: Convênio entre governo federal e Prefeitura para reestruturar atendimento ao turista no Recife só existe no papel

A vereadora Priscila Krause (DEM) denunciou, agora há pouco, por meio das redes sociais, o descumprimento da matriz de responsabilidades por parte do governo federal e da Prefeitura do Recife para a estruturação de ações turísticas referentes à Copa do Mundo. Do convênio que previa o aporte de R$ 4,6 milhões do Ministério do Turismo para a Prefeitura (769907/2012), apenas R$ 600 mil foram repassados. “O convênio não saiu do papel, mas o Ministério do Turismo divulga no seu site que esse investimento já é realidade. É um absurdo”, criticou Priscila.

O objetivo da cooperação era a realização de obras de requalificação e reforma de infraestrutura e acessibilidade para os sete Centros de Atendimento ao Turista (CATs) existentes, além da construção de um na Bomba do Hemetério e da aquisição de uma unidade móvel (micro-ônibus). No início da administração Geraldo Julio, a empresa GR Projetos Empreendimentos foi contratada para elaborar o projeto executivo dos novos CATs, chegando a receber R$ 67,17 mil pelos serviços (o contrato previa R$ 255 mil para esse serviço).

Das ações previstas, apenas a aquisição do CAT móvel poderá sair do papel, mesmo assim há a possibilidade de o micro-ônibus só chegar ao Recife depois da Copa do Mundo. A Prefeitura divulgou hoje o resultado da licitação para a aquisição do veículo (ao custo de R$ 334 mil). O contrato, no entanto, prevê um prazo de até quatro meses para que a empresa vencedora entregue o CAT móvel. “É preciso que a Prefeitura explique se o micro-ônibus da Copa vai chegar depois do evento, porque existe um processo burocrático para que a compra seja efetivada, além do que a empresa tem um prazo considerável para fornecer o equipamento”, afirmou Priscila.

Priscila visitou na manhã de hoje duas unidades de Centros de Atendimento ao Turista, a do Mercado de São José e a do Pátio de São Pedro. “O documento que justificou a existência do convênio deixa claro que a situação dessas estruturas é precária e está confirmado. Se o foco da Copa são os turistas, infelizmente eles serão recebidos em Centros sem estrutura. Se a Copa serviria para deixar um legado ao turismo no Recife, infelizmente esse legado não veio. E é preciso saber se houve problema para o governo federal liberar as verbas”, concluiu Priscila.

 

Recife, 29 de maio de 2014

Para Priscila Krause, inauguração pela metade impede festa de inauguração da Via Mangue

A fita não poderá ser cortada: principal intervenção do Recife para a Copa do Mundo e esperança nossa para a melhoria da mobilidade na Zona Sul, a Via Mangue será liberada ao público dia oito de junho sem que possa ser inaugurada oficialmente, sem festa, sem discursos, sem palanque. Não estará concluída. Só o caminho de ida (Centro/Boa Viagem) será liberado, enquanto o da volta (Boa Viagem/Centro) ficará inativo pelo menos até dezembro, como anunciou a Prefeitura nessa manhã. Não faltaram alertas. Fiz seis audiências públicas, 17 pedidos de informações, discursos, nenhuma vírgula contra a intervenção. Parecia insistente para alguns. Mas era nítido que faltava planejamento e foco: o transporte público. As gestões do PT conceberam uma nova via de grande circulação sem estudar os impactos que causariam na malha viária existente. A imprensa gritou: há erros graves no projeto. Em 12 de dezembro de 2013, na presença de membros da atual gestão, no plenarinho da Câmara, fui clara: “é preciso que a Prefeitura apresente as soluções para os impasses decorrentes dos erros de planejamento, como a questão do túnel sob a Herculano Bandeira”. Ouvidos moucos. Ao passo que acertou ao acelerar a execução da obra – fato indiscutível -, a atual administração errou gravemente ao ignorar a urgência dos fatos, as vozes de técnicos e políticos. Só se posicionou nos minutos finais. Alertamos para o que ninguém desejava: a intervenção mais cara da história da capital pernambucana nasce pela metade.

Recife, 28 de maio de 2014

Priscila pede ao TCE apuração sobre compra milionária de máquinas de lavar

A vereadora Priscila Krause (DEM) protocolou agora há pouco no Tribunal de Contas do Estado (TCE) pedido para que o órgão apure e eventualmente cancele a compra das 160 máquinas de lavar e secar roupas por parte da Secretaria de Educação ao custo de R$ 6,086 milhões. O custo unitário de cada máquina é de R$ 49 mil (de lavar) e R$ 27 mil (de secar). Nos argumentos apresentados pela vereadora, Priscila afirma que as máquinas tem a capacidade de lavar e secar uma quantidade de roupas e acessórios muito maior do que a rede municipal necessita, visto que são preparadas para trabalhar em ciclos intermitentes, vinte e quatro horas por dia. Cada máquina, trabalhando apenas no horário de expediente das creches, pode lavar até 270 kg/dia (1.350 pares de uniforme ou 5.400 fraldas por dia, por exemplo).

Em pesquisa de mercado, Priscila apresentou a opção de compra de uma máquina industrial, com qualidade semelhante, mas de capacidade inferior (10 kg) a custos muito inferiores. Seriam necessários R$ 672 mil de despesas, levando a uma economia – apenas para as máquinas de lavar – de R$ 3,259 milhões. Por último, Priscila apresentou reportagem da imprensa local que aponta indícios de superfaturamento das máquinas. Na realidade, o preço de mercado unitário do par (lavar e secar) sairia por metade do preço adquirido. As máquinas industriais compradas pela PCR são: Unimac UCL 40 Hnz (lavadora) e MAS SRX 020 (secadora), conforme indicação do Portal de Licitações eletrônicas do Banco do Brasil.

“Estou cumprindo o meu papel como vereadora do Recife e o julgamento de mérito fica com o Tribunal de Contas. O secretário de Educação, que assumiu recentemente, também receberá um ofício com essas informações”, afirmou Priscila. “É preciso turbinar investimentos com novas escolas, novas sedes, reforço do quadro de pessoal. Essa compra, diante da realidade, é menos prioritária. É como se quiséssemos construir uma casa começando pela compra das cortinas”, comparou.

 

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