Recife, 30 de janeiro de 2018

No vermelho, governo de PE fecha 2017 com déficit de R$ 973 milhões e estoura meta de déficit primário, registra Priscila Krause

Foto: Mariana Carvalho

A administração pública estadual fechou 2017 com déficit de R$ 972,97 milhões e descumpriu a meta fiscal de resultado primário em R$ 36,22 milhões de acordo com o Relatório Resumido da Execução Orçamentária publicado hoje no Diário Oficial do Executivo. Enquanto a meta estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) registra que a diferença entre receitas e despesas primárias (excetuando entradas e saídas decorrentes de operações financeiras, como empréstimo e amortizações) deveria ser de até R$ 255,99 milhões negativos, o resultado foi de uma diferença para menos de R$ 292,21 milhões. O resultado é diferente do alcançado pelo governo federal, que – também negativo – conseguiu um déficit menor que o teto estabelecido.

De acordo com a deputada estadual Priscila Krause (DEM), que é componente titular da Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o governo pernambucano tem hoje uma das piores situações fiscais do País, o que ensejará explicações e atitudes – “mesmo que atrasadas” do governo estadual. Ela lembra que Pernambuco saiu de um superávit primário de R$ 777,4 milhões em 2016 para um déficit de R$ 292,2 milhões no ano passado. “Já estamos fazendo uma avaliação dos resultados de estados vizinhos e é possível afirmar que Bahia e Ceará, que têm características comparáveis às nossas, estão longe dessa situação que encontramos aqui. O discurso da crise não se sustenta porque houve um aumento de receita acima da inflação. É uma situação grave porque tem repercussão no Programa de Ajuste Fiscal firmado entre o estado e a União”, registra a parlamentar.

Outro dado que chama atenção da deputada diz respeito ao volume de restos a pagar inscritos, que soma – no âmbito do Poder Executivo – R$ 1,269 bilhão, sem considerar os débitos de exercícios anteriores a 2017. Enquanto em 2016 o Poder Executivo fechou o ano com disponibilidade de caixa líquida de R$ 895,6 milhões, em 2017 esse valor se reduziu para R$ 99,9 milhões. Em relação às despesas com pessoal, o governo se manteve acima do limite (44,1%), alcançando um índice de 48,97%, a apenas 0,03% do teto máximo. “Nós avisamos reiteradas vezes, sempre que possível, que estávamos a caminho de um ano com muita dificuldade, mas o governo insistiu em vender ilusões. Agora, no último ano da administração, será preciso fazer ajuste na marra, caso contrário seremos um estado ingovernável”, conclui.

 

Postado por Priscila Krause às 16:05:05
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