Recife, 26 de setembro de 2017

Alepe cria Frente em Defesa da Hemobrás e anuncia acompanhamento minucioso da situação da fábrica

Foto: Mariana Carvalho

A Assembleia Legislativa de Pernambuco formalizou hoje, após votação nominal na sessão ordinária, a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Hemobrás. O grupo, que será coordenado pela deputada estadual Priscila Krause (DEM), proponente da iniciativa, também é composto pelos parlamentares Ricardo Costa (PMDB), Socorro Pimental (PSL), Roberta Arraes (PSB) e Osséssio Silva (PRB).  Após a formalização, os parlamentares se reunirão para definir o cronograma de atividades, que inclui visita institucional à fábrica da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), em Goiana (Mata Norte), e reunião com a Frente existente no âmbito do Congresso Nacional.

Para a coordenadora do grupo, o objetivo mais importante da criação da Frente é institucionalizar ações individuais de cada parlamentar, fortalecendo a interlocução com os entes interessados e, consequentemente, a pauta de interesse de Pernambuco. “A gente institucionaliza essa discussão, que verdadeiramente é de interesse de toda a Casa, e passa a ter mais acesso às informações”. Como exemplo, ela apresentou na tribuna cópia da ata da sétima reunião extraordinária do Conselho de Administração da Hemobrás, realizada em 23 de agosto. A entrega do documento, que traz dados relevantes sobre as tratativas, foi viabilizado por meio da Lei de Acesso à Informação.

O documento registra que, por unanimidade, os conselheiros da empresa rejeitaram a proposta do consórcio Tecpar/Octopharma, sob a justificativa de que “não atende os interesses da Hemobrás pela falta de viabilidade econômico-financeira e pela ausência de definição de modelo jurídico que permita sua estruturação”. Quanto ao contrato existente, com a Shire, o conselho entendeu que a “necessária readequação de seu projeto de transferência de tecnologia” deve ter suas tratativas continuadas.

Desde março, quando a Folha de S. Paulo publicou editorial apontando a possibilidade de a Hemobrás perder espaço para o Instituto Butantan, vinculado ao governo de São Paulo, Priscila Krause acompanha de perto o assunto. Em junho, veio à tona o projeto capitaneado pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, de levar a parte mais rentável e significativa do que está projetado para a planta de Goiana – a produção do fator oito recombinante – para uma unidade a ser instalada em Maringá (PR), reduto eleitoral do ministro. Após forte manifestação das bancadas federal e estadual de Pernambuco, o governo federal recuou, mas na prática pouca coisa mudou.

 

Postado por Priscila Krause às 16:45:21
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