Recife, 29 de abril de 2015

Sem Plano de Mobilidade, PCR descumpre lei federal e fica sem recursos para novas obras, denuncia Priscila Krause

Foto: Cecilia Sá Pereira

A deputada estadual Priscila Krause (DEM) denunciou agora há pouco, na tribuna da Assembleia Legislativa, o descumprimento – pela Prefeitura do Recife – da lei federal 12.587/2012, de autoria da presidente Dilma Rousseff. A lei, conhecida como Plano Nacional de Mobilidade Urbana, determina que todas as prefeituras do País situadas em municípios com mais de 20 mil habitantes devem apresentar até amanhã, 30 de abril, o seu Plano de Mobilidade. No Recife, no entanto, não há nem sinal de que a Prefeitura apresentará o seu. “Onde está o monitoramento do prefeito que não apontou luz vermelha para a confecção do Plano, um assunto tão importante? Nós somos, de acordo com pesquisa recente, a capital com mais trânsito do País, mas a cidade continua absolutamente defasada no que diz respeito ao seu planejamento urbano “, registrou Priscila.

A parlamentar alertou que, de acordo com a legislação federal, as Prefeituras que não entregarem seus planos até amanhã terão restrições para a liberação de recursos federais para novas obras de mobilidade. Entre as intervenções que serão prejudicadas, Priscila citou a ampliação da avenida Beira Rio e a implantação de corredor de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) na Avenida Norte, dois compromissos da administração que dependem diretamente de recursos do Ministério das Cidades. “Três anos se passaram sem uma sinalização da gestão, que se coloca como moderna, que tinha como pretensão retomar o planejamento da cidade, é lamentável”, afirmou.

Em 2011, a administração municipal (sob responsabilidade do ex-prefeito João da Costa) apresentou à sociedade um Plano, criticado pelos especialistas. No início de 2013, numa decisão considerada “acertada” por Priscila, o prefeito Geraldo Julio solicitou a retirada do Plano da pauta do legislativo municipal, prometendo uma revisão completa. De acordo com acompanhamento da parlamentar, a gestão não avançou na confecção do Plano, nem sequer contratou uma pesquisa de origem e destino de tráfego, fundamental para a elaboração da matéria. “É possível que a gestão termine, ano que vem, sem Plano de Mobilidade e, portanto, com um corte significativo de recursos para a melhoria de um dos mais graves problemas da nossa cidade”, finalizou.

Postado por Priscila Krause às 17:44:42
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