Recife, 29 de maio de 2014

Para Priscila Krause, inauguração pela metade impede festa de inauguração da Via Mangue

A fita não poderá ser cortada: principal intervenção do Recife para a Copa do Mundo e esperança nossa para a melhoria da mobilidade na Zona Sul, a Via Mangue será liberada ao público dia oito de junho sem que possa ser inaugurada oficialmente, sem festa, sem discursos, sem palanque. Não estará concluída. Só o caminho de ida (Centro/Boa Viagem) será liberado, enquanto o da volta (Boa Viagem/Centro) ficará inativo pelo menos até dezembro, como anunciou a Prefeitura nessa manhã. Não faltaram alertas. Fiz seis audiências públicas, 17 pedidos de informações, discursos, nenhuma vírgula contra a intervenção. Parecia insistente para alguns. Mas era nítido que faltava planejamento e foco: o transporte público. As gestões do PT conceberam uma nova via de grande circulação sem estudar os impactos que causariam na malha viária existente. A imprensa gritou: há erros graves no projeto. Em 12 de dezembro de 2013, na presença de membros da atual gestão, no plenarinho da Câmara, fui clara: “é preciso que a Prefeitura apresente as soluções para os impasses decorrentes dos erros de planejamento, como a questão do túnel sob a Herculano Bandeira”. Ouvidos moucos. Ao passo que acertou ao acelerar a execução da obra – fato indiscutível -, a atual administração errou gravemente ao ignorar a urgência dos fatos, as vozes de técnicos e políticos. Só se posicionou nos minutos finais. Alertamos para o que ninguém desejava: a intervenção mais cara da história da capital pernambucana nasce pela metade.

Postado por Priscila Krause às 15:44:59
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