Recife, 13 de novembro de 2019

Priscila Krause pede esclarecimentos de PL do governador que perdoa mais de R$ 500 milhões de ICMS do gás natural e pode prejudicar arrecadação de PE nas próximas décadas

Foto: Mariana Carvalho

A deputada estadual Priscila Krause (DEM) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe), na tarde desta quarta-feira (13), para discutir o projeto de lei complementar nº 705, de autoria do Executivo, que realiza alterações na cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) incidente sobre operações interestaduais com gás natural. Ao citar que o projeto está “em regime de urgência”, fator que diminui a possibilidade de maior discussão, a parlamentar afirmou que os impactos fiscais da proposta são “muito significativos no presente e no futuro” para o Estado e que a ausência de informações, inclusive as determinadas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), pode tornar ilegal a lei decorrente de sua aprovação. O projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Casa nessa manhã em reunião que durou quatro minutos.

“Não venho aqui me posicionar a favor ou contra, antes de tudo é preciso ter informação. A Assembleia precisa dispor de todos os dados detalhados, aprofundados, a respeito dos impactos e da legalidade desse projeto, que à primeira vista tem uma série de questionamentos que apontam para a fragilidade da lei que venha a ser sancionada. Não adianta sancionar uma lei e não dar garantias de sua legalidade”, afirmou. Como a proposta determina a redução de 50% de créditos tributários decorrentes de ICMS realizadas por contribuintes classificados no código 1921-7/00 da Classificação Nacional da Atividade Econômica (CNAE) – Fabricação de Produtos de Refino de Petróleo -, além de descontos de 90% nos juros e 43% nas multas, devem ser respeitadas – fora o relatório de impacto – pelo menos uma das seguintes opções: apresentação de que a renúncia estava prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) ou medida compensatória para contrabalançar a renúncia.

Outros questionamentos que apontam para a fragilidade da matéria dizem respeito à mudança de entendimento no conceito do que seriam os city-gates (pontos de entrega do gás natural) e a existência de outra lei complementar em vigência que veda por parte da administração estadual a realização de ação de recuperação de crédito tributário decorrente de ICMS até 2027.

Enquanto desde 2011 a Fazenda e a Procuradoria-Geral do Estado defendem que os city-gates são unidades fabris e, portanto, os produtos dele decorrentes devem ser tributados, o projeto determina taxativamente que Pernambuco desiste dessa conceituação, passando a entender os city-gates apenas como “ativos integrantes do modal de transporte dutoviário de gás natural, não se caracterizando como industrialização sob nenhuma modalidade”. “Pode existir um rebate muito importante quanto à arrecadação futura, já que o pagamento do débito modificará o entendimento que permite a tributação. O que mais chama atenção é que existe um artigo na lei que condiciona essa nova conceituação sobre os city-gates ao pagamento integral do débito em determinada data. Caso não exista o pagamento, quer dizer que o conceito muda? Então a lei dirá textualmente que não é unidade fabril caso exista o depósito dos recursos, ao contrário, sem os recursos na conta, a unidade voltará a ser fabril? Me parece algo muito confuso, vinculado à fruição de um benefício”, explicou.

Em apuração baseada nas informações disponibilizadas no site da Petrobrás, a deputada apontou que o valor envolvido na remissão tributária tem base em pelo menos cinco autos de infração realizados pelo governo estadual em 2011, 2013, 2014, 2015 e 2016 e alcança um montante que ultrapassa R$ 1,1 bilhão, cujo direito de arrecadação estaria garantido a Pernambuco inclusive por determinação de instâncias superior do Judiciário. Nesse sentido, a renúncia proposta pelo governador, para pagamento imediato, alcançaria um montante de pelo menos R$ 500 milhões. Na Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação (CFOT), o projeto está sob a relatoria do deputado Antônio Coelho (DEM), que deverá apresentar seu posicionamento em reunião extraordinária na próxima segunda-feira (18).

Postado por Priscila Krause às 17:21:32  |   Nenhum Comentário
Recife, 06 de novembro de 2019

Governo Paulo Câmara tira R$ 196,8 milhões “carimbados” de compensação ambiental para socorrer rombo das contas estaduais; Priscila Krause vai a órgãos de controle

Foto: Mariana Carvalho

A maior parte dos recursos de compensação ambiental arrecadados pelo governo de Pernambuco a partir da instalação de grandes empreendimentos, como a Refinaria Abreu e Lima, a fábrica da FIAT e a Petroquímica Suape, no início da década, não foi utilizada conforme determinam as legislações federal e estadual, ou seja, não se destinaram à criação e manutenção das 84 unidades de conservação da natureza existentes no estado, prejudicando diretamente a proteção dos recursos naturais sob a guarda da administração estadual. A burla às regras fiscais e ambientais foi revelada pela deputada estadual Priscila Krause (DEM), vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), na reunião plenária desta quarta-feira (6), que também adiantou já ter noticiado os órgãos de controle sobre os fatos, a exemplo do Ministério Público do Estado de Pernambuco (Promotoria de Defesa do Meio Ambiente da Capital) e do Tribunal de Contas do Estado, onde há em aberto uma auditoria operacional sobre o assunto. Os recursos cuja finalidade foi desviada deveriam atualmente auxiliar o trabalho da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) nas praias atingidas pelo derramamento de petróleo, boas parte delas situadas em Unidades de Conservação, como a APA Guadalupe e a APA MAR Recifes.

De acordo com Priscila Krause, dos R$ 278,14 milhões arrecadados de 2013 a 2018 – entre as indenizações pagas e os rendimentos auferidos a partir do depósito dos recursos em fundos de investimento -, a gestão estadual utilizou R$ 81,37 milhões em ações de proteção ambiental. Os demais R$ 196,77 milhões foram repassados à conta única do estado e utilizados para diversos fins de custeio. “Trata-se de mais uma forma flagrantemente ilegal do governo socorrer uma desorganização fiscal que ele nega. Dessa vez usaram os recursos que deveriam estar mantendo as nossas unidades de conservação da natureza. É um dinheiro que só pode ser aplicado com autorização da Câmara Técnica de Compensação Ambiental, que foi engolida pelas determinações da Fazenda”, explicou Priscila. As operações de repasse à conta única ocorreram em dezembro de 2015 e dezembro de 2018, primeiramente sob a justificativa de que os recursos seriam temporariamente utilizados para ações de enfrentamento à seca e às enchentes e depois devolvidos – sem correção monetária.

No final do ano passado, com os R$ 145,0 milhões repassados em 2015 já totalmente devolvidos à Agência Estadual do Meio Ambiente (CPRH) – os valores foram pagos em 36 parcelas mensais -, uma nova operação irregular permitiu mais uma vez o depósito do montante destinado às unidades de conservação na conta única do estado. Em meio ao pacote de aumento de impostos que aumentaria a arrecadação do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecepe), um artigo “jabuti” incluído indevidamente pelo governador Paulo Câmara (PSB) – tratando de assunto totalmente distinto – permitiu a retrocessão dos valores à conta única.

De acordo com Priscila, o impasse teve início com a sanção da lei 15.626, de outubro de 2015, que permitiu ao estado utilizar recursos de fundos superavitários que não tivessem vinculação orçamentária para financiar obras destinadas à defesa civil, como barragens. Nem a matéria nem a sua justificativa, quando enviada pelo governador, deixaram claro que os recursos utilizados seriam os da compensação. “A Alepe votou sem ter a menor ideia de que se tratava de compensação, que é um recurso carimbado, que jamais poderia ser alvo de uma legislação assim. Depois, em mais dois projetos, em 2018 e 2019, o Legislativo sequer foi informado que os projetos tratavam de outras matérias, o que é inconstitucional”, acrescentou.

Além de ter solicitado averiguação e tomada das medidas cabíveis aos órgãos de controle, Priscila protocolou projeto de lei revogando os artigos “jabutis” indevidamente incluídos pelo Poder Executivo Estadual em projetos votados na Alepe e sancionados pelo governador em dezembro de 2018 e maio de 2019. O primeiro permitiu que os recursos “emprestados” à conta única do Estado em 2015 para ações de prevenção aos desastres – já devolvidos integralmente no final de 2018 – fossem transferidos mais uma vez das contas da CPRH à conta única do Estado. O segundo, de maio deste ano, revogou dispositivo que obrigaria a Fazenda a devolver esse novo “empréstimo” em parcelas mensais e iguais desde janeiro de 2019. Com a revogação, o governo teve a permissão de devolver o montante, sem a devida correção monetária, apenas em dezembro de 2022.

O maior valor de compensação ambiental envolvido nessa operação ilegal da gestão Paulo Câmara diz respeito aos R$ 137,4 milhões pagos pela Petrobrás, em 2013, a título de compensação ambiental pela instalação da Refinaria Abreu e Lima. Desse montante, houve a destinação efetiva de R$ 57,66 milhões para unidades de conversação da natureza pernambucanas. “A gente resgatou notícias de como a equipe da área ambiental do governo, na época capitaneada pelo ex-secretário Sérgio Xavier, comemorou a entrada desses recursos. A intenção era, cumprindo a lei, realizar uma série de ações, como a efetivação dos planos de manejo das unidades de conservação e a criação de outras unidades e parques, como o parque marinho no nosso litoral sul. Infelizmente uma política equivocada e sem nenhuma transparência fez esses projetos, que tinham recursos garantidos, ficarem apenas no papel. Nossa luta é fazer valer o direito da sociedade aos recursos para a área ambiental, principalmente nesse período onde precisamos atuar especificamente nessas unidades”, finalizou Priscila.

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Recife, 05 de novembro de 2019

Governo Paulo Câmara propõe turbinar em 33% orçamento da propaganda em 2020, que alcançará R$ 90,4 milhões, alerta Priscila Krause

Foto: Mariana Carvalho

A deputada estadual Priscila Krause (DEM) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), na tarde desta terça-feira (5), para alertar que a Proposta de Lei Orçamentária Anual referente ao ano de 2020, enviada pelo governador Paulo Câmara (PSB) e em tramitação na Casa, propõe um aumento de 33% na reserva orçamentária destinada ao programa “Divulgação Governamental em Todos os Meios de Comunicação”, vinculada à Assessoria Especial do Governador, em comparação com o orçamento deste ano. Caso não seja alterado pelos deputados, o valor vai de R$ 67,9 milhões em 2019 para R$ 90,4 milhões. A ação é a responsável pela realização de campanhas publicitárias visando divulgar as ações da administração. De acordo com a parlamentar, chama atenção o fato de 2020 ser ano eleitoral nos municípios, quando em respeito à legislação os gastos com publicidade nas prefeituras são limitados tanto em volume quanto no período de execução.

“A despeito de todas as dificuldades enfrentadas pelo governo, que sempre usa a crise para justificar falhas e deficiências, o governador envia uma proposta para esta Casa destinando uma reserva orçamentária recorde para a publicidade em pleno ano eleitoral. Não acontece o mesmo com outras ações importantes, como a “Qualificação de Atendimento Integral às Mulheres, Gestantes e seus Filhos”, no âmbito do programa Mãe Coruja, que tem redução de 83% – de R$ 4,6 milhões para R$ 794 mil -, e o “Desenvolvimento de Operações Especiais” das polícias, que registra, conforme a proposta governamental, diminuição de 9,8% no seu orçamento – de R$ 18,52 milhões para 16,7 milhões.

De acordo com a parlamentar, cabe ao Poder Legislativo a avaliação e aprovação da Lei Orçamentária, sendo essas atribuições elementares dos deputados estaduais. “Nós temos até o dia 30 para votar o Orçamento e já anuncio que estou apresentando emendas no sentido de reforçar as ações e programas que de fato são relevantes para o cidadão pagador de impostos, aliás, um cidadão que paga a mais alta carga tributária do Nordeste”, acrescentou. Para Priscila, faz parte da administração pública reservar parcela de recursos para o uso da divulgação institucional no sentido informativo e educativo, mas não se pode utilizar esse valor no sentido de viabilizar projetos políticos e eleitorais. “É preciso ter bom senso. Sabemos que o governador e o prefeito são irmãos siameses num projeto político eleitoral que passa por 2020, então desde já anuncio que cumprirei esse papel para evitar o mal uso de recursos. É algo que pode ser legal, mas está longe de ser moral”, concluiu.

Postado por Priscila Krause às 16:15:25  |   Nenhum Comentário
Recife, 30 de outubro de 2019

Sancionada lei estadual proposta por Priscila Krause que determina transparência à destinação dos recursos de multas de trânsito em Pernambuco

Foto: Mariana Carvalho

Os órgãos de trânsito vinculados à gestão estadual – especificamente o Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran) e o Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER) – estão obrigados a divulgar semestralmente na internet o detalhamento referente aos dados de arrecadação de multas de trânsito. É o que determina a lei estadual 16.679, de 29 de outubro de 2019, publicada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial do Estado. Proposta pela deputada estadual Priscila Krause (DEM), a lei busca evidenciar o direito à transparência e ao zelo na aplicação de recursos públicos por parte da gestão estadual e tem base no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que desde 2016 foi modificado no sentido de exigir a divulgação desse tipo de informações visto que há vinculação na utilização desses recursos: obrigatoriamente devem ser reinvestidos em ações para melhoria do trânsito. Os efeitos da lei passam a valer em trinta dias.

Conforme a nova legislação, serão obrigatoriamente publicados semestralmente em sítio eletrônico da administração estadual a quantidade de multas de trânsito aplicadas no período – detalhando a origem das sanções por município -, o valor arrecadado e as despesas realizadas com recursos decorrentes dessa coleta. Outro detalhamento mais específico deve ser divulgado anualmente, contendo – além dos dados anteriores – o valor repassado ao Fundo Nacional de Segurança e Educação no Trânsito (Funset) no exercício anterior e a projeção de arrecadação de multas no novo período, incluindo demonstração de planejamento a respeito das despesas projetadas com base na respectiva respeita. “É com satisfação que venho à tribuna registrar que a lei está publicada, um avanço no sentido de dar transparência à arrecadação e à destinação de recursos das multas de trânsito. Os cidadãos têm o direito de saber onde estão sendo aplicados tantos recursos”, registrou Priscila.

A parlamentar lembrou que, de acordo com o CTB, a receita arrecadada com a cobrança de multas de trânsito deve ser aplicada, exclusivamente, em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito. “Já existia uma legislação federal obrigando os órgãos de trânsito a darem publicação a esses dados, mas a partir do momento que detalhamos essa obrigatoriedade em lei estadual, com nova especificação quanto ao conteúdo a ser divulgado, ganham os pernambucanos. Atualmente o Código não é cumprido pois a utilização dos recursos das multas em Pernambuco não é integralmente aplicada em despesas reguladas pelo CTB. Não há qualquer controle”, explicou.

De acordo com levantamento realizado pelo gabinete da deputada estadual Priscila Krause, os órgãos de trânsito estaduais arrecadaram esse ano, até setembro, R$ 57,4 milhões com multas de trânsito (R$ 34,8 milhões via Detran e R$ 22,6 milhões arrecadados pelo DER). A parlamentar ainda lembrou que legislações municipais semelhantes devem ser aprovadas pelas respectivas Câmaras Municipais, exigindo dos órgãos de trânsito nesse âmbito a transparência nesse quesito. Ela ressalta, por exemplo, que o Recife – onde a gestão do trânsito é municipalizada – possui a maior arrecadação por multas de trânsito em Pernambuco. Até setembro, a Autarquia Municipal de Trânsito (CTTU) havia arrecadou R$ 78,2 milhões decorrentes das infrações de trânsito, recorde histórico. Despesas vinculadas à essa fonte de arrecadação no Recife, no entanto, somam metade desse valor: R$ 37,06 milhões. “Há na Câmara do Recife um projeto de autoria do vereador Jayme Asfora que vai no mesmo sentido. Precisamos avançar em todos os níveis”, acrescentou.

Postado por Priscila Krause às 17:23:56  |   Nenhum Comentário
Recife, 22 de outubro de 2019

Priscila Krause identifica “jabuti legislativo” proposto por Paulo Câmara que revoga sem discussão orçamento garantido ao Funcultura; Projeto é retirado de pauta

Foto: Mariana Carvalho

Um projeto de lei de autoria do governador Paulo Câmara (PSB) em tramitação na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) sobre o processo tributário-administrativo estadual incluiu num dos seus artigos, sem discussão e transparência, dispositivo que altera outra lei estadual (a 16.113/2017), a que disciplina o Sistema de Incentivo à Cultura. O artifício – conhecido como “jabuti legislativo” – revoga sem transparência a garantia orçamentária de pelo menos R$ 32 milhões por ano ao Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura). Na Comissão de Constituição e Justiça da Casa, a deputada estadual Priscila Krause (DEM) apontou a inclusão descabida do artigo proposto pelo governador e conseguiu a retirada de pauta do projeto pelo relator, deputado João Paulo (PCdoB). A matéria seria apreciada na reunião de hoje do colegiado.

De acordo com Priscila Krause, a presença de dispositivos estranhos à temática central do projeto – no caso o “processo tributário-administrativo estadual” – está reconhecidamente em discordância das normas legais vigentes no País, que determina que a “lei não conterá matéria estranha a seu objeto ou não vinculada por afinidade, pertinência, ou conexão”. “A tentativa de modificar o Sistema de Incentivo à Cultura de Pernambuco, uma lei proposta pelo próprio governador, sem que isso fique claro, seja discutido, sequer na ementa ou na justificativa enviada pelo Palácio, afronta o princípio democrático e não pode ser aceito”, explicou Priscila.

Vinculado ao orçamento da Fundação de Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), o Funcultura é a principal ação do programa estadual que trata da “Democratização do Fomento à Cultura” e disponibiliza, através de editais, recursos para fomento de projetos culturais e linguagens de diversas áreas, como dança, circo, teatro, ópera, fotografia, literatura, artes plásticas, artesanato, pesquisa, etc. No ano passado, a gestão estadual cumpriu a legislação e executou (liquidou) R$ 32,55 milhões nesse programa. Esse ano, até a primeira quinzena de outubro, o valor executado alcança R$ 14,3 milhões – menos da metade do determinado pela lei.

“Se a política da gestão é de voltar atrás quanto aos recursos garantidos para a democratização da cultura, para o Funcultura, a iniciativa deve vir em projeto de lei específico, tanto para os deputados poderem votar sabendo exatamente sobre o que estão votando quanto para que a sociedade, sobretudo o setor de produção cultural, muito forte aqui em Pernambuco, tenha condições de colocar o seu posicionamento. Jabuti legislativo é um atraso que não remete ao respeito à democracia e ao legislativo”, finalizou. Os deputados Teresa Leitão (PT), Tony Gel (MDB) e João Paulo (PCdoB) apartearam a parlamentar.

 

Postado por Priscila Krause às 17:41:24  |   Nenhum Comentário
Recife, 08 de outubro de 2019

Priscila Krause afirma que “disputa” para comprar mais caro fardamento escolar motivou atraso na entrega e que faltou planejamento ao governo de PE

Foto: Mariana Carvalho

A deputada estadual Priscila Krause (DEM) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) na tarde desta terça-feira (8) para repercutir o atraso na entrega do fardamento escolar da rede pública estadual de ensino a dois meses do fim do ano letivo. A parlamentar lembrou que apresentou denúncia ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ao Ministério Público de Contas do Estado de Pernambuco (MPCO) em 21 de fevereiro passado alertando para possível prejuízo milionário na aquisição de 972 mil camisas, sem dispensa de licitação, para o fardamento escolar. De acordo com a parlamentar, o acompanhamento do processo de aquisição revela, desde o seu início, uma disputa interna na gestão estadual para adquirir as camisas com valores acima dos comprados no ano de 2018.

Ao historiar os fatos, Priscila Krause lembrou que quando solicitado, em junho de 2018, o processo de licitação proposto pela Secretaria de Educação colocava o valor de referência (valor máximo), por unidade, em R$ 7,11. Através de despacho interno, consultado pela parlamentar, a Procuradoria-Geral do Estado contestou a planilha de preços utilizada para embasar o termo de referência, exigindo que o valor fosse reduzido para R$ 6,77. Após o fracasso do certame realizado no final de 2018 (as empresas escolhidas não apresentaram a documentação), o processo de dispensa de licitação determinou preços 32% acima: R$ 8,78. A divergência provocaria um prejuízo de R$ 2,1 milhões. A decisão do TCE de impedir a contratação sem a devida disputa previa que o governo estadual retomasse a licitação anterior, com os mesmos R$ 6,77 de preço máximo. Descumprindo a recomendação, a administração estadual elaborou novo processo licitatório, cujo valor de referência alcançou R$ 8,13 e, após a negociação, o valor foi negociado a R$ 7,32.

De acordo com a parlamentar, o próprio Relatório de Ações do Governo enviado pelo Poder Executivo à Assembleia Legislativa, referente ao exercício de 2018, registra que no ano passado foram adquiridas 780 mil camisas, ao custo médio de R$ 6,81 a unidade. “A questão do preço foi fundamental para chegassem a essa situação, a dois meses do fim do ano letivo e a maior parte dos estudantes sequer receberam as fardas. O mais grave é que a própria gestão, através da Procuradoria-Geral, foi bastante clara quanto a necessidade de se ajustar o preço, para que se beneficiasse a economicidade, o respeito ao dinheiro do cidadão”, explicou.

A deputada estadual também pediu esclarecimentos a respeito da quantidade de fardamentos entregues aos estudantes até agora, já que em entrevista ao Bom Dia Pernambuco, o secretário-executivo de Gestão da Secretaria de Educação informou que 400 mil unidades teriam sido entregues, nota oficial distribuída à imprensa registrou o número de 580 mil camisas, e os dados registrados no Portal Tome Conta, do TCE, informa que até hoje foram liquidadas (atestadas as entregas) de 238.556 camisas. “Não se pode culpar o Ministério Público de Contas, que está atento desde janeiro, a Assembleia Legislativa, ou ficar nesse jogo de empurra para a Secretaria de Administração, como se fossem dois governos diferentes. Compra de fardamento escolar não pode se enquadrar em compra emergencial, é algo previsível e que, no sentido de comprar com preços compatíveis com as compras do próprio governo, devem obedecer a licitações organizadas a tempo”, complementou.

 

 

HISTÓRICO DOS PREÇOS

R$ 6,81 – Média do valor unitário comprado pelo governo de Pernambuco em 2018

R$ 7,11 – Preço máximo proposto pelo governo de PE na licitação para compra de camisas destinadas ao ano letivo de 2019

R$ 6,77 – Preço máximo referendado pelo governo de PE – após questionamento da Procuradoria-Geral do Estado, na licitação para compra de camisas destinadas ao ano letivo de 2019

R$ 8,78 – Preço médio negociado em dispensa de licitação em janeiro de 2019

R$ 8,13 – Preço máximo referendado pelo governo de PE na nova licitação, finalizada em maio de 2019

R$ 7,32 – Preço médio negociado na nova licitação

 

Postado por Priscila Krause às 17:49:10  |   Nenhum Comentário
Recife, 03 de outubro de 2019

Em resposta a Priscila Krause, Ministério Público de Contas solicita auditoria especial para exigir pagamento das contas de água dos prédios do governo de PE, incluindo juros e multas

Foto: Jarbas Araújo

O Ministério Público de Contas do Estado de Pernambuco (MPCO-PE) solicitou hoje (3) ao gabinete do conselheiro Ranilson Ramos – relator das contas da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) em 2019 – a formalização de processo de auditoria especial tendo como objeto a apuração do valor devido pelos órgãos da administração direta e indireta do Estado de Pernambuco à Compesa, entre os exercícios de 2017 e 2019, inclusive com os encargos relativos às cobranças pagas com atraso – como atualização monetária, juros de mora e multa. O despacho da procuradora-geral Germana Laureano veio à tona após análise de denúncia protocolada pela deputada estadual Priscila Krause (DEM), em abril deste ano, dando conta da existência de um montante de contas em aberto que somava R$ 41,6 milhões. ”Na hipótese de o pagamento das faturas devidas pelo Estado de Pernambuco não ocorrer em tempo e modo oportuno, cabe a ele, quando do eventual encontro de contas, arcar com ônus semelhante aos demais clientes da empresa, consubstanciado na atualização dos valores em atraso e aplicação de juros e multa até a data do efetivo pagamento”, opinou a procuradora.

De acordo com a parlamentar, a decisão do MPCO vai ao encontro de sua tese que aponta o fato de a Compesa pertencer ao Estado de Pernambuco – e ser, portanto, controlada pela administração estadual – não possibilitar que a gestão se considere um cliente diferente dos demais. Priscila afirma, inclusive, que o fluxo de caixa da estatal está apresentando deficiências no atual exercício, como aponta a contratação de empréstimo ao Banco do Brasil, creditado em julho deste ano, no valor de R$ 18 milhões, para garantir à Companhia o funcionamento do seu capital de giro. “Nós temos alertado repetidas vezes sobre a situação do caixa da Companhia, que não tem conseguido pagar os Juros Sobre Capital Próprio determinados no seu balancete ao governo de Pernambuco e que agora pede um empréstimo para reforçar o capital de giro. É claro que um cliente do porte da administração estadual, que deixa de pagar suas contas, afeta diretamente essa dinâmica. E aí, no final dessa ponta, quem paga? O cliente comum, tanto na deficiência dos serviços prestados quanto na pressão ainda maior para que ele cumpra seus deveres, pagando mais caro e em dia”, explicou.

Atualmente, conforme informações levantadas pelo gabinete da deputada estadual, os valores em aberto da administração estadual – direta e indireta – somam pelo menos R$ 37,49 milhões. Nesse acompanhamento, no entanto, chama atenção o fato de algumas unidades orçamentárias, como a Secretaria de Educação, passarem a não empenhar os valores das contas das escolas estaduais, manobra que não permite registrar o quanto de contas em aberto existem no âmbito da Pasta. Segundo Priscila, é importante registrar que o que se está exigindo é a efetivação da real equidade entre os clientes, mas que nos casos em que serviços básicos da administração estadual estiverem no alvo – como hospitais, presídios e escolas – a sanção do corte não deve ser realizada. “Muitos dos prédios que estão devendo não se enquadram nesses serviços básicos e, se o consumidor comum paga sua conta porque teme o corte, por que com o prédio estatal não ocorre isso? Com os hospitais, presídios, escolas, são casos especiais, onde a sanção deve se limitar às questões financeiras. O que não pode é simplesmente ignorar por completo”, explicou.

Utilizando o exemplo do Centro de Convenções, que possui onze faturas não pagas, seis delas relativas a 2018, caso a Compesa se relacionasse com o cliente (no caso, a Empresa Pernambucana de Turismo – Empetur) conforme o protocolo determinado no seu Regulamento, em vez dos R$ 1,19 milhão referentes à soma das onze faturas com valores dos respectivos vencimentos, a Compesa faturaria cerca de R$ 1,35 milhão, somando atualização monetária, juros de mora e multa. “São pelo menos cem e cinquenta mil reais a mais, só nesse caso, que a Compesa deixa de receber caso se mantenha essa prática de tratar o cliente governo de Pernambuco diferente dos demais. Imagine se somarmos as centenas de prédios públicos com contas atrasados o valor que a Compesa deixa de arrecadar”, concluiu a parlamentar.

Confira o despacho do MPCO-PE: https://tce.pe.gov.br/internet/docs/tce/Representacao_Compesa.pdf

 

Postado por Priscila Krause às 16:32:08  |   Nenhum Comentário
Recife, 30 de setembro de 2019

Governo de PE descumpre contrato de financiamento com a Caixa ao debitar de conta específica para investimentos R$ 167,8 milhões depositados em dezembro de 2018, afirma Priscila Krause

Foto: Mariana Carvalho

O governo de Pernambuco descumpriu regras fiscais basilares da administração pública ao debitar, em dezembro de 2018, R$ 167,8 milhões de empréstimo da Caixa, específico para investimentos, da conta corrente criada unicamente para movimentar os pagamentos decorrentes do plano de ações e obras no âmbito das Despesas de Capital fruto do contrato de financiamento denominado “Finisa II”. As informações foram levantadas pelo gabinete da deputada estadual Priscila Krause (DEM), que levou o assunto à tribuna da Assembleia Legislativa na tarde desta segunda-feira (30). De acordo com a parlamentar, que já solicitou ao Ministério Público Federal (MPF), Tribunal de Contas da União (TCU) e Tribunal de Contas do Estado (TCE) a tomada das medidas cabíveis para corrigir as irregularidades, os dados vieram à tona após ter identificada a baixa execução de investimentos do Executivo estadual nos dois primeiros quadrimestres do ano: apenas 3,31% dos dispêndios efetuados pelo governo estadual nesse período destinaram-se a investimentos – incluídas as inversões financeiras.

De acordo com Priscila Krause, o ritmo mais lento dos investimentos públicos financiados pelo governo de Pernambuco nesses oito primeiros meses do ano – o mais baixo dos últimos vinte anos – não se justifica pela liberação, da Caixa, em 14 de dezembro de 2018, de R$ 167,8 milhões, referentes à primeira parcela do financiamento de R$ 340 milhões contratados para realizar exclusivamente investimentos de infraestrutura e saneamento. Ao se aprofundar nos dados, a parlamentar detectou que a totalidade do valor da primeira parcela foi debitado da conta específica para movimentação dos recursos do financiamento exatamente no mesmo dia em que foi liberado. O contrato do empréstimo determina que o “crédito aberto se destina única e exclusivamente, à aplicação em Despesas de Capital previstas na legislação orçamentária e discriminadas no Anexo I” e que “os recursos serão creditados na conta vinculada aberta na agência Caixa, cujos recursos destinam-se, obrigatoriamente, ao pagamento dos faturamentos dos projetos/ações constantes dos documentos de solicitação de desenvolvimento apresentados pelo governo de PE, vedada a utilização desses recursos para qualquer outro fim que não a execução dos projetos/ações”.

Além de apurar que a totalidade do valor repassado na primeira parcela foi debitado da conta criada especificamente para movimentar os recursos do Finisa II – sem qualquer vinculação com a realização de obras e ações de investimento -, Priscila Krause alerta que a própria execução orçamentária do governo estadual – acompanhado online pelo site Tome Conta, do TCE – registra que até 30 de junho, mais de seis meses após a liberação dos recursos, apenas R$ 9,8 milhões – ou 5,85% da totalidade – haviam sido gastos a partir dessa fonte de recursos específica. No mesmo mês, o governo firmou junto à Caixa o primeiro termo aditivo ao contrato, acrescentando aos projetos e ações aptos a utilizarem os valores do empréstimo quinze outras rubricas. Até dez de setembro, já considerados os novos projetos e ações incluídos posteriormente, a execução alcançava 31,9% (R$ 53,5 milhões), dos quais R$ 43 milhões (ou 25%) foram efetivamente pagos. “Não faz sentido o governo solicitar o repasse de metade do valor do empréstimo afirmando que as licitações e os contratos das obras já estavam assinados e passar seis meses gastando um valor mínimo do que foi efetivamente disponibilizado. Por outro lado temos a informação, comprovada no extrato bancário, de que a totalidade dos recursos foi debitado da conta exatamente num período de fechamento das contas do ano”, questionou.

Considerando que apenas 25% dos recursos disponibilizados foram efetivamente gastos em projetos e ações listados nas despesas de capital aptas a receber recursos do financiamento a pouco mais de dois meses do termo final do prazo contratual (14 de dezembro de 2019), chama atenção o fato de o governo já ter pago, desde dezembro, R$ 22,0 milhões à Caixa a título de amortização da dívida e pagamento de juros referentes ao contrato em questão. “O cenário é de um empréstimo que foi feito para colocar pra frente obras de infraestrutura importantes, como a Bacia do Fragoso, o Corredor Leste/Oeste, a Via Metropolitana Norte, e na verdade, passados quase dez meses do depósito, apenas um quarto desse valor foi efetivamente gasto com esses investimentos. Por outro lado, a totalidade do recurso foi debitada da conta. É preciso uma explicação rápida, estamos falando da vida das pessoas afetadas com a não conclusão dessas importantes obras”, registrou. A parlamentar também registrou que o contrato de financiamento representa um dispêndio significativo aos cofres públicos por decorrência do custeio da dívida e dos juros cobrados. “Não faz sentido pegar o empréstimo, gastar com o serviço da dívida, com os juros, e só utilizar um quarto dos recursos. O quadro sugere que se utilizou a totalidade dos recursos para outro fim e agora estão correndo pra tentar contemplar o contrato”, afirmou.

Nos ofícios remetidos aos órgãos de controle e fiscalização, Priscila Krause afirmou que o reduzido nível de execução do contrato Finisa II e os dados levantados que apontam para a retirada dos R$ 167,8 milhões da conta específica do financiamento na Caixa Econômica revelam, além do descumprimento contratual com o banco, desrespeitos à Constituição Federal (Regra de Ouro), à Lei de Responsabilidade Fiscal e à Lei dos Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional. Para a parlamentar, no entanto, as consequências sociais da burla fiscal são as mais representativas politicamente. “A consequência disso tudo é um nível de investimento baixíssimo e a maior lentidão na entrega de obras que são fundamentais para Pernambuco. Não é possível que se tenha o recurso e, por conta desse malabarismo para fechar as contas, se penalize mais uma vez os mais necessitados”, registrou.

Postado por Priscila Krause às 16:35:33  |   Nenhum Comentário
Recife, 28 de agosto de 2019

Priscila Krause apela que governo de PE disponibilize aplicativo oferecido em outros 14 estados para pagamento de multas de trânsito com 40% de desconto

Foto: Mariana Carvalho

A deputada estadual Priscila Krause (DEM) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), na sessão desta quarta-feira (28), para apelar ao governador do estado, Paulo Câmara (PSB), que determine ao Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran) a adesão ao Sistema de Notificação Eletrônica (SNE). Desenvolvido pela administração federal – especificamente pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) -, o aplicativo permite aos proprietários de veículos usufruírem de direitos garantidos pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), como o pagamento de multas com 40% de desconto nos casos em que a penalidade não seja contestada e o pagamento da sanção acontecer no vencimento. Uma indicação ao governador tratando desse apelo foi protocolada no sistema legislativo da Casa.

“Ao criar o Sistema e disponibilizar o aplicativo, o Denatran e o Serpro buscaram desburocratizar ações em torno do serviço e da fiscalização do trânsito, baixando o custo e levando benefício ao cidadão, ao usuário do sistema. Quatorze estados já aderiram e não vejo motivo justo para que Pernambuco continue de fora”, explicou Priscila. A parlamentar ainda explicou que o principal objetivo das multas de trânsito é o caráter educativo e que o desconto de 40% previsto pelo CTB leva em conta que o infrator assumiu a culpa e responderá ao estado no prazo determinado pela administração. O SNE também facilita ao usuário o acompanhamento online das multas e da situação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Já aderiram ao Sistema, criado em 2016, Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraíba, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima e Sergipe. No âmbito federal, também aderiram o Departamento Nacional de Infraestrutura (DNIT), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). “Não há justificativa para o governo de Pernambuco não aderir, a não ser que enxergue a aplicação das multas apenas como via de arrecadação. Na verdade, a multa é antes disso um instrumento pedagógico”, registrou.

No âmbito estadual, têm autonomia para aplicação de multas de trânsito o Detran e o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE). De janeiro a julho, os dois órgãos arrecadaram R$ 46,83 milhões de multas por infrações de trânsito – R$ 18,01 milhões por parte do DER e R$ 28,82 milhões pelo Detran.

Postado por Priscila Krause às 16:45:27  |   Nenhum Comentário
Recife, 23 de agosto de 2019

Às vésperas do 104º aniversário, Teatro do Parque tem data de conclusão de reforma adiada para março de 2020

Foto: Roberto Soares/Alepe

A Prefeitura do Recife, através do seu Gabinete de Projetos Especiais, publicou na última terça-feira (20), quatro dias antes do aniversário de 104 anos do Teatro do Parque, o segundo aditivo do contrato firmado para a reforma e ampliação do equipamento, adiando a data de conclusão dos serviços de novembro deste ano para março de 2020. O complemento contratual também estabelece novo valor para essa parte da intervenção, que custará agora R$ 8,18 milhões. O valor representa um acréscimo de 46,3% em relação ao custo pactuado inicialmente, que alcançava R$ 5,49 milhões. A deputada estadual Priscila Krause (DEM), que acompanha a situação desse patrimônio desde quando atuava como vereadora do Recife, afirma que este é o décimo aniversário seguido que o Teatro passa com as portas fechadas, indicando a desconexão entre as promessas da gestão do prefeito Geraldo Júlio (PSB) e a realidade.

“O Recife tem uma joia patrimonial, arquitetônica, um espaço que conta a nossa história através da cultura negligenciado por uma política que decidiu apostar basicamente nos gastos com festas e eventos. É claro que o Recife tem uma tradição festiva e folclórica representativa, mas há um desequilíbrio relevante e essa demora para reabrir o Teatro é o ícone desse descompromisso. Eles chegaram em 2013 com o Teatro fechado há três anos, se passaram seis anos e meio e continua indisponível ao público. Nosso gabinete acompanha todo o processo de execução orçamentária e da obra em si para que possamos de alguma forma exercer pressão em nome da reabertura do Teatro”, registra a parlamentar.

Segundo a deputada, nos seis anos e meio da gestão do PSB à frente da Prefeitura do Recife, os gastos com a rubrica “Restauração, Preservação e Aquisição de Equipamentos e Bens Culturais” somaram R$ 28,3 milhões enquanto os dispêndios com “Promoção de Eventos e Festividades Culturais e Folclóricas” alcançaram R$ 407,0 milhões – 13,4 vezes a mais.

Os dados de execução orçamentária disponibilizados pela Prefeitura registram que o contrato referente à complementação da obra de reforma e ampliação do Teatro do Parque, sob responsabilidade da Multicon Engenharia Ltda., consumiu até julho deste ano R$ 4,34 milhões, indicando a realização de 53% da obra. Outra empresa, a Concrepoxi Engenharia Ltda., foi contratada ainda em 2014 para realizar a reforma, com prazo de conclusão para 2016, mas apenas iniciou os serviços, ao custo de R$ 822,11 mil, e depois teve o contrato descontinuado. Atualmente, além do contrato com a Multicon, outros três serviços estão sendo realizados: um para a recuperação das poltronas, outro para o gerenciamento da obra e, por último,  outro de engenharia consultiva para a readequação do projeto técnico.

Priscila Krause alerta que sequer foram iniciadas etapas fundamentais para a reabertura do Teatro, como o lançamento das licitações para a aquisição dos equipamentos de audiovisual do cine-teatro (4K), climatização, iluminação cênica e som. “A Prefeitura anunciou que receberia três milhões de reais do governo federal, mas o convênio está com cláusula suspensiva na Caixa. É importante verificarmos esse impasse em busca de uma solução. De qualquer forma, a possibilidade desse recurso só veio à tona em 2017, muito depois da Prefeitura ter se comprometido a reabrir o espaço”, complementa. O convênio pactuado com o Ministério da Cultura – hoje Ministério da Cidadania – tem prazo de vigência até 2020.

 

Postado por Priscila Krause às 12:22:43  |   Nenhum Comentário
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